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Mas Por que a Croácia?

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Alguns bons motivos para conhecer a Croácia. Em junho (entre 5 e 18) fiz uma viagem incrível para a Croácia com o meu marido e gostaria de compartilhar aqui a minha experiência.

A Croácia é um país jovem, que conseguiu sua independência da antiga Iugoslávia em 1991, após uma longa guerra que fez os turistas desaparecerem durante alguns anos.

Desde então, o país tem investido pesado no turismo e voltou a ser um dos destinos de veraneio mais  procurados pelos europeus. Hoje em dia nem se nota os reflexos do pós-guerra: monumentos públicos e estradas estão bem conservados.

Além de praias e ilhas fantásticas sobre o mar cristalino do Adriático, os Lagos de Pltivice não podem ficar fora do roteiro. Sem contar a capital, Zagreb, que oferece uma vasta programação de eventos artísticos e culturais.

Nosso Roteiro de Viagem para a Croácia

Viajando para a Croácia

Então, vamos começar pela capital, porta de entrada do país.

Zagreb

Zagreb é a capital mais tranqüila que já conheci. Trânsito disciplinado e organizado, a cidade é bem sinalizada, seguraarborizada, florida e iluminada. Parece Viena em miniatura.

arquitetura e a gastronomia exibem uma fusão de elementos italianos e alemães. É bastante comum encontrar pasta, risoto, pizza, goulash e ensopados nos cardápios das konobas, que são tavernas típicas em estilo dálmata.

É possível conhecer a cidade inteira a pé! Você não vai levar mais de 20 minutos caminhando para chegar aos principais pontos turísticos. Ou seja, não precisa se preocupar com táxi, bonde ou ônibus.

Ficamos hospedamos num hotel da rede Best Western, o Premier Astoria, a 187,26 euros + 10% VAT para duas diárias, pagos em kunas croatas na taxa de conversão do dia.

Simples, bem localizadocafé da manhã fartowi-fi e estacionamento gratuitos. Ótimo custo-benefício!

A cidade se divide em dois pólos: a parte moderna ou cidade baixa (Donji Grad) e a parte antiga ou cidade alta (Gornji Grad), que hoje abriga a Presidência da República.

Na cidade baixa, não deixe de visitar o Jardim Botânico. O passeio é gratuito, próximo aos demais pontos turísticos e você não vai gastar mais do que 30 minutos do seu dia.

Na volta, caminhe pela Praça Kralja Tomislava, em direção ao colorido mercado Dolac, onde é possível encontrar frutas e verduras fresquíssimas, além de souvenir a um preço camarada.

Zagreb Tomislav

Vague sem rumo pelas ruas de arquitetura medieval da cidade alta e  aproveite para experimentar uma cerveja típica em um café com mesinhas na calçada.

Karlovačko e a Ožujsko são as mais populares, similares a nossa Skol. Também na cidade alta, a dois quarteirões da Igreja de São Marcos, pode-se visitar a Galeria Meštrović.

Ivan Meštrović foi um importante escultor croata do século 20. Freqüentou a Academia de Belas Artes em Viena e se tornou grande amigo de Auguste Rodin.

Suas obras estão espalhadas por todo o país (assim como as obras de Aleijadinho em Minas Gerais). A visita à galeria é válida, mas sentimos falta de um “audioguide” durante o tour.

A galeria disponibiliza apenas um display impresso com o nome das obras. Também é um passeio de 30 minutos.

Galeria Meštrović

Galeria Meštrović

Os preços de restaurantes e hotéis em Zagreb são bem inferiores quando comparados a qualquer outra capital européia.

Mas isso vale apenas para Zagreb, onde podemos nos misturar facilmente com os croatas. Nas ilhas, essa inserção com os locais já não ocorre: todo mundo que está lá é turista, principalmente italianos, alemães e americanos.

Os preços são mais elevados em relação à Zagreb, mas ainda sim menores quando comparados com Paris, por exemplo. Pode-se falar um inglês “macarrone” com qualquer um e em qualquer lugar que você será bem compreendido.

Dedicamos um dia e meio à capital e no terceiro dia já tínhamos bem definido o nosso próximo destino. Para quem tem interesse em fazer visitas aos museus, um dia e meio pode ser pouco.

Plitvice Lake

Alugamos um carro logo cedo (9 horas) e o nosso objetivo era conhecer o Parque Natural de Plitvice e seguir rumo a Split, onde pegaríamos um ferry para Hvar às 20h30.

Estrada sinalizada, trânsito disciplinado… Vistas fantásticas! Estávamos com GPS, mas quase não foi preciso. Fizemos os 145Km pela E65 e E71 tranquilamente no feriado de Corpus Christi (07.6.12) em menos de duas horas.

Declarada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o parque é simplesmente deslumbrante. A sensação era de estar dentro de uma televisão “high definition”, de tão nítido o contraste das cores.

O verde  esmeralda dos lagos, as flores, os pássaros cantando… Um verdadeiro  momento de paz!

A visita ao parque durou em torno de 4 horas, com pausa para um lanche. Existem algumas estações dentro do parque com restaurante, lanchonete e toaletes, mas optamos por fazer nosso próprio piquenique na área de descanso.

Plitvice Lake

Plitvice Lake

Há outras opções de tour e os mais idosos – ou preguiçosos – podem pegar um ônibus dentro do parque, que para em estações estratégicas.

Optamos pelo roteiro a pé de 3-4 horas, pois tínhamos horário para chegar em Split. As informações sobre o parque podem ser obtidas no site oficial.

Saímos do parque por volta de 15h30 rumo a Split. Continuamos pela E71. Devolvemos o carro, almoçamos em uma konoba perto da locadora e provamos o primeiro prato típico da costa da Dalmácia: frutos do mar!

Pegamos o ferry com destino a Hvar, nosso destino mais desejado.

Jadrolinija Ferries é a responsável pelo transfer entre as principais ilhas da Dalmácia. Compramos os tickets na hora, pois não era possível reservar ou comprar online.

Vale à pena conferir os horários de embarque para programar a viagem. Li em vários posts sobre filas imensas para comprar os tickets e que muita gente não conseguia embarcar para as ilhas no horário programado.

Isso não aconteceu na nossa viagem, acredito por ser baixa temporada. A viagem foi tranqüila e confortável e o ferry bem estruturado, com televisão, bar, lanchonete e toaletes estava apenas com 30% de sua capacidade.

locação do carro custou 825 kunas (115 euros), lembrando que pegamos o carro em Zagreb e devolvemos em Split (rodamos 415Km).

Como era feriado e a locadora estava fechada na devolução, fomos orientados a parar o carro na rua e colocar as chaves, documentos e GPS no keybox, anexa à porta de vidro da locadora.

Brazuca desconfiada AND esposa de advogado, filmamos a cena da devolução do carro para provar que o carro foi entregue intacto! Pra quê? Estamos na Europa…

Hvar

Conhecida como uma das jóias do AdriáticoHvar possui praias cristalinas e belos campos de lavanda fora dos muros da cidade. Os edifícios mais importantes estão dispostos em três lados da praça central: a quarta parte abre-se para o mar.

A chegada à ilha é feita pelo porto de Stari Grad. Desembarcamos por volta de 23h (2h de viagem) e neste horário não tinha mais ônibus que conectava Stari Grad a Hvar. Pegamos um táxi e, para os padrões croatas, foi caríssimo: 300 kunas (40 euros).

OK! Estava no script, já tinha visto o timetable e o último ônibus para Hvar sairia às 22h05. No percurso de aproximadamente 13Km, o taxista – super gente boa – com seu inglês “macarrone”, falou do Neymar, Ronaldo, Pelé, Rio de Janeiro e até mesmo do café brasileiro.

E descobrimos a pronuncia correta de Hvar //roar//.

Por indicação de amigos, nos hospedamos no Amfora Grand Beach Resort. A estrutura do hotel é muito boa, quartos amplos, modernos, praia privada e muito próxima aos restaurantes e bares do centro da cidade (menos de 10 minutos de caminhada).

Há mais três bons hotéis da rede Sunčani em Hvar, mas, sinceramente, o Amfora é o melhor custo benefício!

Pagamos 531,64 euros + 10% VAT para quatro diárias, preço de um hotel business na Barra da Tijuca.

Para os padrões brasileiros, a água do mar em junho é bem fria! Vale lembrar que em Hvar muitas praias têm ouriços, além das pedras que incomodam um pouco ao caminhar rumo ao mar.

Eu recomendo o uso de sapatilha náutica, havaianas ou crocs para entrar na água (só não vale chinelo e meia).

E não tenha medo de pagar mico: todo mundo entra na água assim. Para os turistas desprevenidos, é possível comprar as sapatilhas nas lojinhas próximas à praia.

Cidade de Hvar

Cidade de Hvar

Para um pôr do sol inesquecível, recomendo o Hula-Hula – um bar de praia sobre um deck de madeira com uma bela vista para a baía de Hvar. Fica a apenas 5 minutos a pé do Amfora. Boa música e drinks gigantes!

Fomos lá dois dias seguidos, adorei o clima do lugar. Não é barato para os padrões croatas e deve-se chegar pelo menos uma hora e meia antes do por do sol se quiser sentar. Grandes chances de barrar com brasileiros por lá…

Depois do pôr do sol, geralmente as pessoas encontram-se no Carpe Diem, uma baladinha descolada no Hotel Riva.

O lugar é lindo! Não fomos, pois optamos ficar nos bares do centrinho assistindo aos jogos da Eurocopa junto aos poucos croatas e muitos turistas que torciam juntos para a seleção.

Hotel Riva em Hvar

Hotel Riva em Hvar

Para matar a curiosidade e ver a paisagem do mar, a própria vigem a Hvar ou seu retorno a Split, desde que durante o dia, é suficiente.

É possível viajar no deck superior do Jadrolinija Ferries e contemplar a belíssima paisagem. Para os mais aventureiros, é possível alugar barcos com ou sem marinheiro e fazer passeios entre as ilhotas, o que pode variar de 70 euros a 1400 euros a diária dependendo da capacidade e tipo de barco.

Para os padrões da Croácia, o gasto é bem alto para alugar um barco (não tentamos, mas dizem que alugam o barco para qualquer um, mesmo sem a “carteira de habilitação”).

Split

Split é uma cidade que vale a pena ser visitada, além de ser um ponto estratégico para conhecer cidades e ilhas que estão nos arredores.

O centro antigo de Split cresceu dentro e ao redor do Palácio Diocleciano, um dos maiores e mais preservados do mundo romano.

Cidade de Split

Cidade de Split

De Split fizemos dois passeios: um de scooter para Trogir e Čiovo (30Km de Split) e outro de ferry para a ilha de Brač.

Trogir é uma pequena ilha próxima ao continente. A maior parte do centro histórico fica em uma ilha e é cercada por um muro com dois portões. Uma ponte liga a ilha ao continente e a outra ponte faz a ligação com a ilha de Čiovo.

Vale à pena subir na imponente Torre de São Marcos e apreciar a bela vista da vizinha Čiovo. Para este passeio, é necessário uma scooter mais potente, talvez uma 250cc, pois a estrada é de alta velocidade e movimentada (diferente dos vilarejos que percorremos na ilha de Hvar).

Preste atenção e não alugue um capacete muito aberto, pois venta na estrada e sua cabeça vira uma centrífuga. Fica a dica! Este é um passeio para quem for ficar mais tempo em Split.

Torre de São Marcos

Torre de São Marcos

Assim como o núcleo histórico de Split com o Palácio Dioclesiano, Trogir também está classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Brač é a terceira maior ilha do Adriático. As cadeias de colinas calcárias desta região dão origem a uma pedra dura e branca, que foi usada para construir parte do Palácio Dioclesiano em Split.

Há relatos de que esta mesma pedra dálmata foi utilizada para construir alguns palácios e igrejas de Veneza, o palácio real de Estocolmo e parte da Casa Branca, em Washington.

Desembarcamos em Supetar, porto de Brač, e pegamos um ônibus para a praia de Bol, a maior atração de Brač. Vale ressaltar que todos esses ônibus têm ar condicionado e assentos marcados, similar a um ônibus de turismo mesmo, e não um ônibus de linha.

Você tem a opção de pegar um táxi ou alugar uma scooter para chegar a Bol, porém nesse caso acho que não vale à pena, pois as vistas são lindas e do ônibus você consegue enxergar acima da linha das árvores (sente do lado do motorista na ida e do lado oposto na volta para desfrutar da paisagem nos melhores ângulos).

Praia de Bol

Praia de Bol

A distância é de 36km e em torno de 40 minutos, uma viagem lenta porém agradável. Chegamos a uma praia interessante, com uma ponta em formato de seta, que muda sazonalmente com as marés.

A praia é uma graça, mas a vista da ponta da praia realmente é mais bonita nas fotos aéreas. Alugamos umas cadeiras e passamos a tarde toda por lá.

A maioria das praias no país tem serviço de aluguel de cadeira, guarda sol, ducha, cabines para trocar de roupa, bar e toaletes, ou seja, você não vai passar perrengue!

Dubrovnik

As passagens para Dubrovnik foram compradas direito no guichê da rodoviária de Split, pois não tinha a opção de reserva ou compra online. Mas tínhamos em mãos os horários de partida, o que facilitou bastante o planejamento.

A viagem durou agradáveis quatro horas e meia. Impossível tirar uma soneca com vistas de encher os olhos: o azul cristalino do Adriático em contraste com os vinhedos da Costa da Makarska e verde esmeralda dos lagos de Baćina.

Sem palavras!

Pausa de 30 minutos para almoço logo após a travessia da estreita faixa de terra conquistada pela Bósnia. Nada de mais, passaportes em mãos, cara-crachá.

Li em vários blogs comentários de turistas que estavam apavorados em cruzar fronteira. Metrô Praça da Sé em horário de pico é mil vezes mais assustador…

Dubrovnik

Dubrovnik

Optamos por viajar de ônibus para admirar a paisagem – que, diga-se de passagem, foi uma sábia decisão! Com relação aos vinhedos, o tinto Babić representa esta região.

Em Dubrovnik, ficamos hospedados em Lapad, um bairro tranqüilo fora do agito dos turistas, porém com uma ótima estrutura de restaurantes e bares na promenade a caminho da praia.

Ficamos no Hotel Zagreb, charmoso em meio a um jardim exuberante. Bem localizado e confortável, fácil acesso à cidade antiga (10 minutos de ônibus de linha). O serviço deixou um pouco a desejar (falta de funcionários para a reposição do café da manhã).

Na esquina da rua do hotel com a Ul. Kralja Tomislava tem a pizza mais parecida com a brasileira que já comi em toda a Europa, além do sensacional hambúrguer feito com pão tipo massa de pizza (meu marido virou fã do tal hambúrguer).

Dubrovnik sem dúvida continua sendo o destino turístico mais procurado da Dalmácia. Renomada pela beleza de seus monumentos, as vistas mais bonitas da cidade estão cerca de 2Km ao sul, onde há um mirante.

Vale à pena andar nas muralhas, você vai encontrar vistas bem bonitas também. Ainda não era alta temporada, mas a cidade antiga fervia a cada navio aportado (sabe aquelas tias com uma bandeirinha e um monte de velhinhos em volta?).

Imagine só na alta temporada… A programação cultural também era vasta. Para a minha sorte, uma mostra temporária de fotografia de Steve McCurry na Galeria de Arte.

No segundo dia em Dubrovnik, decidimos cruzar a fronteira e deslumbrar belas paisagens na E65 rumo a Montenegro.

O objetivo era almoçar em Kotor Bay e seguir em direção ao balneário de Budva. Saímos em torno de 10h de Dubrovnik, alugamos (mais uma vez…) uma scooter Piaggio 250cc e decidimos encarar a viagem.

É necessário portar o green card da moto para cruzar a fronteira. A própria locadora providencia o documento.

Bikers de primeira viagem, no sentido literal, eu estava super empolgada. Paramos várias vezes para fotografar as paisagens no caminho, mas não contávamos com a demora para cruzar a fronteira (ficamos mais de uma hora ao sol escaldante de 30-35°C, detalhe: na moto – e não no ar condicionado gostosinho).

Essa parte não foi muito legal… Fritei no sol! Sem contar que uma viagem de 120Km a uma média de 50Km/h, pois a estrada cortava pequenos vilarejos, mais o tempo perdido na fiscalização da fronteira, não fica tão perto assim. Enfim, não fomos a Budva.

Kotor Bay

Kotor Bay

Chegamos semi-exaustos em Kotor Bay, almoçamos de frente para a bela baía que abriga a imagem de Our Lady of the Rocks, rodeada pelos Bálcãs o que torna a paisagem ainda mais exótica e nos preparamos psicologicamente para encarar a volta.

Como já era fim de tarde, estava mais fresquinho e não pegamos aquela fila imensa para cruzar a fronteira (não levamos nem 10 minutos). Recomendo a viagem a Kotor Bay, principalmente pela road trip E65.

E saia mais cedo para evitar transtornos para cruzar a fronteira!

Dicas Gerais

A Croácia é um país que vive do turismo, principalmente na ilhas…

Você vai ser muito bem recebido em bares, restaurante e na rua, além de conseguir se comunicar bem com o seu inglês (mesmo que macarrônico!).

É um país do velho mundo com muita gente jovem!

Embora não participe ainda da UE, o Euro é aceito em vários lugares. Há casas de câmbio espalhados por toda a zona turística, trocar dinheiro não é problema.

Para quem for na alta temporada, pesquise posts específicos de turistas que foram nesta época, pois parece que as ilhas bombam!

Li relatos de pessoas que tiveram dificuldades de embarcar para as ilhas.